domingo, 30 de junho de 2019

Cálculo estrutural: como evitar os erros mais comuns

Pontes, viadutos, edifícios residenciais, barragens, rodovias, edifícios comerciais ou casas. O que todas essas estruturas têm em comum é o fato de demandarem um cálculo estrutural preciso antes de iniciarem as suas obras. O cálculo estrutural, geralmente, é realizado pelo projetista da obra e precisa considerar aspectos importantes de resistência que aquela estrutura precisa atender para ser considerada segura.

“Nós fornecemos ao projetista todas as nossas premissas antes da elaboração do projeto. Esses requisitos são fornecidos para o projetista para que ele realize o cálculo a fim de definir a resistência da estrutura”, explica Marco Antônio de Carvalho, engenheiro civil da Dinâmica Engenharia.

De acordo com o responsável da Dinâmica, o projeto de arquitetura é passado para o projetista realizar o estudo e os lançamentos finais, já apresentando os requisitos e as variações em termos de ferragens e também no Fck do concreto, além de outros requisitos construtivos para que a estrutura saia do jeito que a companhia solicita.

Como evitar problemas com o cálculo estrutural

Antes de fazer o cálculo estrutural é preciso elaborar e seguir todas as premissas do planejamento. Considerando os requisitos que a construtora solicita, o projetista deve mensurar níveis de resistência e os quantitativos de materiais. “O projetista deve mensurar o quantitativo de aço e concreto e apresentar para a empresa a fim de auxiliar na avaliação de custo da obra”, ressalta Marco Antônio de Carvalho. Para isso, ele deve considerar as dimensões corretas dos elementos estruturais, como as vigas, por exemplo.

Durante esse processo é necessário atentar-se para trabalhar com profissionais qualificados e com experiência de mercado a fim de evitar possíveis erros. No planejamento, é importante que se faça todos os questionamentos necessários para minimizar o risco de problemas que gerem erros.

De acordo com o engenheiro civil da Dinâmica Engenharia, o maior problema é a incompatibilidade de projeto que gere interferências no momento da execução. “Como, por exemplo, o projeto pede uma rampa x e na hora da execução gera uma interferência na altura abaixo na rampa”, ressalta.

Itens considerados no cálculo estrutural:

  •         Elementos estruturais: vigas, treliças, pórticos, veios de transmissão. Esses são alguns dos elementos estruturais mais comuns nas obras de construção. Esses elementos estruturais podem ser classificados como estruturas isostáticas, hiperestáticas ou hipostáticas;
  •         Esforços e deformações: é preciso considerar as tensões que podem ser recebidas pela estrutura ao longo do tempo;
  •         Cargas: nesse projeto é imprescindível que se considere as cargas estruturais. Ou seja, o peso próprio e dos elementos que devem ser suportados pela estrutura;
  •         Dimensões: o projetista deve, após conhecer esses esforços e cargas, dimensionar os elementos estruturais que serão executados;
  •         Desenhos de projeto: por final, o projetista é responsável também por fornecer os desenhos técnicos em detalhe de todas as peças estruturais que serão realizadas.

 

 

Quer saber mais sobre a durabilidade das estruturas de concreto? Assista essa edição do Papo Construtivo:

https://www.mapadaobra.com.br/papoconstrutivo/estruturas-de-concreto/

 

 

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quarta-feira, 26 de junho de 2019

Cimento: entenda as diferenças das classificações

O cimento é uma mistura formada por calcário, cálcio, silício, ferro, alumínio e outros artefatos, que foi patenteada por um construtor inglês chamado Joseph Aspdin, com o nome de cimento Portland e é hoje um dos materiais mais utilizados pelo homem em todo o mundo, só perdendo para a água. O material possui alta durabilidade, grande trabalhabilidade e resistência a cargas, além de ser um produto muito versátil. É possível utilizá-lo em diversas aplicações, tais como: argamassas, concretos, edificações, barragens, pavimentos de concreto, pavimentos intertravados, alvenaria com blocos de concreto, artefatos, saneamento e drenagem, além dos pré-fabricados que estão sendo muito difundidos atualmente.

 

Os principais tipos de cimento do mercado são os seguintes*:

 

 

*Fonte: ABCP

 

Aplicações dos tipos de cimento

De acordo com João Carlos Gabriel, professor de engenharia civil da Universidade Presbiteriana Mackenzie Campinas, para selecionar corretamente o tipo de cimento para a obra, é necessário saber a aplicação, agressividade do meio ao qual está exposto o cimento, volume das estruturas de concreto, a resistência (Fck) do concreto preparado com o cimento e, também, o preço.

A partir de julho de 2018, todos os tipos de cimento foram reunidos em uma única norma de especificação, a ABNT NBR 16697:2018 – Cimento Portland – Requisitos. A norma especifica cada tipo de cimento adequado às mais diversas aplicações: a análise de suas características e propriedades mostra que certos tipos são mais apropriados para determinadas situações.

Ainda, de acordo com João Carlos, o cimento mais utilizado atualmente é o cimento CP-II, de uso comum. “Os demais cimentos são utilizados em aplicações específicas na construção civil e de acordo com o meio no qual está localizada a estrutura de concreto e também a sua finalidade, como por exemplo, obras em meios com alta concentração de sulfatos e ambientes marinhos”, destaca.

 

Cuidados de armazenamento

De acordo com a norma ABNT NBR 16697:2018 não podem ser aceitos os cimentos entregues em sacos rasgados, contaminados, molhados ou avariados durante o transporte. Do mesmo modo, não podem ser aceitos cimentos transportados a granel ou em contêiner, quando houver sinais evidentes de contaminação.

O cimento armazenado por mais de 90 dias deve ser reensaiado, podendo ser rejeitado se não corresponder a todos os requisitos da norma. O prazo de validade é de 90 dias a partir da data de fabricação e é válido sempre que mantidas as condições de armazenamento citadas na norma. Ressalvando-se que durante o transporte, os sacos também devem ser protegidos contra os agentes intempéricos. As sacarias que apresentarem variação superior a 1% para mais ou para menos, da massa líquida declarada, devem ser rejeitados.

 

Se a massa média dos sacos, em qualquer lote, obtida pela pesagem de 30 unidades tomadas ao acaso, for menor que a massa líquida declarada, todo o lote deve ser rejeitado.

 

Entenda as classificações dos cimentos Votorantim Cimentos:

  • Todas as Obras: é o cimento com secagem rápida e alta resistência. Muito versátil, pode ser utilizado da fundação ao acabamento na obra. Ele é indicado para atender as normas: CP II E 32, CP II E 32 RS, CP II F 32, CP II Z 32, CP II Z 32 RS, CP III 40 RS, CP IV 32, de acordo com a disponibilidade de cada região;
  • Obras Estruturais: é o cimento premium da Votorantim Cimentos, que passa a ser oferecido ao varejo, com secagem 3 vezes mais rápida e 20% mais resistência. O Cimento Obras Estruturais é liberado para trânsito após 5 horas, enquanto o cimento Convencional ainda deixa marca de pegada. Ele atende as normas: CP II F 40 e CP III 40 RS (R), de acordo com a disponibilidade de cada região;
  • Obras Especiais (industrial): é o tipo de cimento com secagem ultrarrápida e que oferece máxima resistência. Indicado para atender as normas: CP I 40, CP V ARI, CP V ARI ULTRA, de acordo com a disponibilidade de cada região;
  • Obras Especiais (industrial – meios agressivos): é o cimento com secagem ultrarrápida e que oferece máxima resistência. Essa categoria pode atender à norma CP V ARI RS, de acordo com a disponibilidade de cada região.

 

Para conferir a nossa linha de cimentos ideais para cada tipo de aplicação, acesse: https://www.mapadaobra.com.br/produtos/cimentos-votoran/

 

 

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terça-feira, 25 de junho de 2019

Descubra como o marketing 3.0 pode melhorar os resultados da sua loja de materiais

Um dos principais desafios de uma loja de material de construção está em integrar o seu negócio ao ambiente digital, afinal, é imprescindível atender as demandas de um mercado onde o cliente está cada vez mais conectado e informado – é ele também que detém o poder sobre as decisões de consumo e sobre as marcas que segue.

O consumidor digital não quer mais apenas comprar um produto e sim ser bem atendido e ter seus problemas solucionados o mais rápido possível. É ele que detém o poder sobre o mercado e quer, não apenas receber um bom atendimento durante a venda, mas ser ouvido antes, durante e depois da conclusão de um negócio. Portanto, as empresas precisam de uma nova abordagem para atrair o interesse desse consumidor cada vez mais conectado.

Muitas mudanças marcaram os últimos anos tanto com o surgimento das novas tecnologias quanto com o avanço das tecnologias já existentes que transformaram a forma como o consumidor se relaciona com a marca. Para aplicar os conceitos do Marketing 3.0 na sua loja de materiais de construção é preciso entender as diferenças entre cada tipo de abordagem:

 

Marketing 1.0: foco no produto

Surgiu após a revolução industrial onde a escassez de produtos e a concorrência predominava. O foco principal era nas qualidades dos produtos por meio de uma mensagem direta e clara com o objetivo de chamar a atenção para a necessidade do consumo.

 

Marketing 2.0: preocupação maior com o público

Nessa fase era fundamental conhecer o consumidor e criar produtos com base na satisfação de suas necessidades e desejos baseados no conceito dos 4P’s: Produto, Praça, Preço e Promoção.

 

Marketing 3.0: foco total no consumidor

Uma das principais características do marketing 3.0 é o foco no cliente. O novo marketing é centrado no ser humano e utiliza as emoções para impactar o cliente e criar ainda mais relacionamento entre ele e a marca.

 

Se antigamente a empresa estava no topo da cadeia hierárquica do consumo, a internet colocou esse mesmo público em uma posição de controle, logo, ele tem o poder de buscar informações antes de uma compra e interagir nas redes sociais, controlando até a reputação de uma marca ou produto. Por isso, o setor da construção civil e os lojistas de materiais de construção precisam estar atentos a esse público a fim de entender as suas necessidades e oferecer a melhor experiência de compra.

Por ser amplamente centralizado no ser humano, o marketing 3.0 tem como principal objetivo estreitar os laços entre empresa e consumidor criando uma conexão emocional. O marketing 3.0 é relativamente novo e pouquíssimos lojistas aderem, como no caso da loja de materiais elétricos Andra, localizada em São Paulo: “atualmente, colocamos mais foco no físico, mas trabalhamos no digital também”, destaca o gerente comercial, Thomas Aokida. Para mudar esse cenário, além de oferecer produtos de qualidade e focar no bom atendimento, se faz necessário humanizar a marca e focar em algumas mudanças sociais que fazem toda a diferença:

 

Conhecer o público:

Para oferecer serviços que atendam a demanda do consumidor um dos primeiros passos é saber qual é o objetivo da marca e conhecer as necessidades do público.

 

Marca com propósito:

Ter a missão e valores muito bem definidos e manter práticas sustentáveis e que façam a diferença na sociedade.

 

Importância da co-criação:

Cada vez mais a tendência é que as marcas criem produtos e tenham processos colaborativos em suas empresas.

 

Oferecer conteúdo de valor

Atualmente, o consumidor procura empresas que possuam algum diferencial como, por exemplo, que ofereçam conteúdos que possam ajuda-lo a solucionar algum problema. No caso do lojista de materiais de construção divulgar por meio das redes sociais dicas que possam facilitar o seu dia a dia já é um atrativo a mais para que ele siga a página.

 

Quer saber como o layout de loja pode ajudar a sua loja a vender mais? Descubra como: https://www.mapadaobra.com.br/gestao/layout-da-loja/

 

 

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