domingo, 14 de julho de 2019

Smart Cities: saiba mais sobre cidades inteligentes

De acordo com o estudo “The world Population Prospects: The 2017 Revision“, o planeta ganha cerca de 83 milhões de seres humanos a cada ano e a tendência é aumentar ainda mais nos próximos: a população deve chegar a aproximadamente 8,6 bilhões de habitantes humanos até 2030. Mesmo com as perspectivas de diminuição das taxas de fertilidade, a tendência é que a população continue aumentando e deve chegar a 11,2 bilhões de habitantes até 2100, com tendências para se aglomerarem a cada dia mais nas grandes cidades que concentram a maioria das pessoas.

Com o passar do tempo essas cidades passam a consumir cada vez mais energia e, consequentemente, aumentando as emissões de CO². Com isso, é importante pensar no futuro da habitação e possibilitar cidades sustentáveis e inteligentes que sejam capazes de acomodar adequadamente a sociedade, meio ambiente e economia de forma a não causar prejuízos para o ecossistema.

Smart Cities: como funcionam

Uma das soluções para esse crescimento população é o modelo de smart cities ou cidades inteligentes no qual se contempla um sistema onde as pessoas utilizam e interagem da melhor forma possível todos os recursos disponíveis numa cidade para melhorar o desenvolvimento socioeconômico e, assim, melhorar a vidas das pessoas. Desta forma os fluxos de qualquer área dentro de uma cidade são mais inteligentes, tornando os serviços disponíveis mais inteligentes e eficientes, dando respostas mais rápidas às necessidades da sociedade. As bases de uma cidade inteligente vão muito além de tijolos e argamassa, a sua infraestrutura utiliza tecnologias e sistemas construtivos para trazer mais qualidade de vida para os seus habitantes a fim de promover um futuro eficiente e rentável ao mesmo tempo por meio de tecnologias que conectam sistemas de energia, alarme de incêndio, entre outros.

O que muita gente não sabe é que as cidades inteligentes ou smart cities vão muito além do que apenas cidades tecnológicas e se preocupam com outras questões, como: planejamento urbano, saneamento básico, controle de gases nocivos e poluição do ar, energia limpa, habitação social, mobilidade urbana e até coleta seletiva. A cidade inteligente pretende utilizar a tecnologia de comunicação em rede para conectar todos os serviços em rede e gerenciar serviços vitais. O Cities in Motion Index, do IESE Business School na Espanha definiu nove variáveis que indicam se uma cidade é inteligente ou não e qual o nível de inteligência. Entre elas, podemos citar:

 

  • Coesão social
  • Capital humano
  • Meio ambiente
  • Economia
  • Alcance internacional
  • Tecnologia
  • Governança
  • Planejamento urbano
  • Mobilidade e transporte

 

Para a coordenadora de difusão tecnológica da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Talita Daher, um projeto de smart cities, primeiro deve-se estudar a infraestrutura de conectividade das cidades. “A cidade precisa, primeiramente, estar conectada com uma infraestrutura de conectividade preparada para receber as futuras tecnologias. Após essa análise, deve-se estudar os problemas da cidade, seja na área de governança, segurança pública, mobilidade, iluminação pública, entre outros”, destaca a coordenadora. As cidades inteligentes podem ser planejadas desde o projeto inicial ou por meio de investimento em inovação ou pequenas melhorias em serviços ou em sistemas já existentes que podem ser implementados mesmo após muitos anos de existência.

Porém, se ela já é estruturada para ser uma cidade inteligente desde o projeto as chances de dar certo são ainda maiores. “As tecnologias escolhidas e instaladas devem resolver os problemas municipais, promovendo a redução de custos e melhorando a qualidade de vida do cidadão e o projeto deve ser construído levando-se em conta o conceito de interoperabilidade entre as tecnologias e projetos nas diversas áreas”, destaca.

As tecnologias devem funcionar de formas integradas, controladas por um Centro de Controle e Operações, onde o BigData de informações gerado deve ser utilizado para gerar inteligência para redução de custos municipais, digitalizar a economia da cidade e provocar uma melhoria da qualidade de vida do cidadão. Em vários países, incluindo o Brasil, existem cidades implementando conceitos e tecnologias para smart cities.

 

Benefícios das smarts cities

Para Marcelo De Santis Ferreira, coordenador de incubadora do Parque Tecnológico Sorocaba, os principais benefícios que uma cidade inteligente pode oferecer é tornar os processos mais inteligentes, melhorar a qualidade dos principais serviços de uma cidade, saúde, educação, mobilidade, segurança, entre outros, deixando de ter gastos com atividades sem necessidade. “As cidades tradicionais não pensam em melhorar estes processos, deixando-os lentos, com baixa eficiência e cheias de problemas e reclamações, com muitos desperdícios, encarecendo cada vez mais os principais fluxos de uma cidade”, aponta Marcelo.

Economia para a cidade e para a população, assim pode-se investir o dinheiro do município em inovações para o mesmo. “É um efeito cascata, cidades mais inteligentes, estados mais inteligentes e uma nação mais inteligente, chegando a uma população mais feliz”, aponta o coordenador. Entre os principais impactos a médio e longo prazo estão: melhora nos principais serviços das cidades, saúde com melhores resultados, sem filas; mobilidade mais inteligente com diminuição de congestionamentos inúteis liberando mais tempo para as pessoas poderem fazer outras coisas, entre outros.

As tecnologias podem trazer impactos na melhoria dos serviços públicos, na educação, na segurança pública, na mobilidade urbana e em vários outros aspectos do cotidiano das cidades. Para Talita, a introdução de inovação tecnológica no meio urbano traz, como qualquer processo de inovação, tanto oportunidades quanto riscos. “Para mitigar esses riscos e assegurar o uso efetivo das ferramentas tecnológicas são necessárias estratégias gerenciais e organizacionais planejadas a curto, médio e longo prazo, bem como políticas e mecanismos legais que ajudam a criar um ambiente favorável e estimulante para a inovação tecnológica”, finaliza.

 

Habitação de interesse social: entenda as características deste tipo de empreendimento:

https://www.mapadaobra.com.br/?p=17446&preview=true

 

 

 

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quarta-feira, 10 de julho de 2019

Revestimento de cozinha: como escolher o material ideal

Dentre os cômodos de um imóvel, a cozinha é um dos que mais necessita de cuidados. Por ser um espaço que recebe muita umidade e gordura, levando em consideração que ali se prepara alimentos, na hora de escolher os revestimentos de cozinha que vão compor esse acabamento é preciso analisar aqueles que não apresentam superfícies porosas e são mais fáceis para limpar.

“É preciso evitar superfícies rugosas, difíceis de limpar e muito porosas – cuja superfície tenha alta aderência de gorduras, fungos e bactérias. As superfícies devem ser lisas e fáceis de limpar”, afirma João Carlos Gabriel, professor de engenharia civil da Universidade Presbiteriana Mackenzie Campinas.

Dentre os diferentes tipos de revestimentos que podem ser aplicados nas cozinhas, estão: pintura acrílica, azulejos, ladrilhos, mosaicos, pastilhas, porcelanato em madeira, mármore, cimento queimado, pedras como limestones, slates e basaltos, entre outros.

Na hora de escolher o tipo de revestimento é preciso considerar também aquele que apresentará harmonia com o ambiente. “Sugere-se uma superfície mais clara para facilitar a iluminação do espaço. O material escolhido deve estar de acordo com o padrão dos móveis da cozinha e também com os eletrodomésticos”, orienta o professor João Carlos Gabriel.

Na hora da aplicação, as superfícies devem ser limpas, sem adesão de poeiras e também lisas. A argamassa utilizada para a fixação das cerâmicas deve ser de qualidade e o profissional escolhido deve ter experiência e realizar as atividades com precisão.

Como escolher a argamassa para revestimento de cozinha

Antes de escolher a argamassa para assentar os revestimentos de cozinha é necessário considerar a sua tipologia. A Votorantim Cimentos, por exemplo, tem dentro da sua linha de argamassas, a Votomassa, materiais para cada tipo de revestimento e necessidade da obra.

Conheça algumas delas:

Votomassa AC I Cerâmica Interna: ideal para assentamento de revestimentos cerâmicos em áreas internas, pisos e paredes;

Votomassa AC II Cerâmica Interna e Externa: ideal para assentamento de revestimentos cerâmicos em áreas internas e externas, pisos e paredes;

Votomassa AC III Flexível (cinza ou branca): ideal para assentamento de revestimentos cerâmicos, porcelanatos, mármores e granitos em áreas internas e externas, pisos e paredes, inclusive em piscinas, fachadas;

Votomassa Porcelanato Interno (cinza ou branca): ideal para assentamento de revestimentos cerâmicos e porcelanatos em áreas internas, pisos e paredes;

Votomassa Pastilhas: ideal para assentar e rejuntar simultaneamente pastilhas de vidro e porcelana.

Votomassa Cola Tudo (cinza ou branca): ideal para assentamento de revestimentos de grandes formatos e/ou baixa espessura, pedras naturais, cerâmicas, porcelanatos, pastilhas de porcelana e pastilhas de vidro, em áreas internas e externas inclusive fachadas, piscinas e instalações submersas.

Quer saber mais sobre revestimentos? Descubra os tipos de porcelanatos existentes no mercado:

https://www.mapadaobra.com.br/gestao/revestimento-porcelanato/

 

 

 

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terça-feira, 9 de julho de 2019

Loja de materiais elétricos: quais componentes não podem faltar

De acordo com dados divulgados recentemente pela Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat) a venda do setor de materiais de construção cresceu 2,9% no último mês (março) em comparação ao mesmo mês do ano de 2018. Esse aquecimento do setor indica que é preciso cada vez mais observar as necessidades da demanda a fim de atrair clientes e fidelizá-los.

As lojas de nicho ou segmentadas são uma grande aposta, afinal, garantem o foco do consumidor para quê ele adquira apenas aqueles materiais de que realmente necessita para realizar uma obra ou reforma, seja ela residencial ou corporativa. O perfil segmentado se dá para que o cliente tenha foco no que ele comprará: “Porque, por exemplo, muitas vezes, o cliente vai ao home center procurar um pouco de tudo e não acha uma linha completa de instalação”, aponta Thomas Aokida, gerente comercial da loja de materiais elétricos Andra.

Os home centers são grandes lojas que reúnem tudo que o consumidor necessita antes, durante e depois da construção, em um único lugar.  Dentro do varejo da construção civil existem as lojas diversificadas, que oferecem produtos diversos, e as segmentadas, que oferecem materiais específicos como tintas e componentes elétricos e hidráulicos.

 

Diferenciais das lojas segmentadas

Uma loja de nicho – ao contrário das grandes lojas físicas ou e-commerces de material de construção que possuem uma gama diversificada tão grande de produtos que sentem muita dificuldade em lidar com um produto específico – certamente terá produtos exclusivos e até melhores de determinado segmento, além de ser uma referência com relação ao segmento escolhido. Outro ponto a ser destacado é que o trabalho de marketing também poderá ser realizado de maneira distinta: “No quesito promoção, trabalhamos alinhados com uma estratégia de marketing com os parceiros”, salienta o gerente comercial.

Segmentar a loja de materiais elétricos significa ter a possibilidade de tornar-se autoridade no assunto. Já para os clientes, o benefício de poder contar com uma loja especializada em determinada categoria de produto significa que ela irá encontrar produtos e atendimento de qualidade.

 

Tipos de produtos que não podem faltar em uma loja de materiais elétricos:

– Quadro de distribuição;

– Disjuntores;

– Interruptores;

– Fios (fase, neutro, de proteção);

– Tomadas;

– Conjuntos;

– Campainhas;

– Eletrodutos;

– Caixas de derivação;

– Luvas;

– Curvas;

– Buchas;

– Arruelas;

– Fitas isolantes;

– Lustres;

– Luminárias;

– Lâmpadas;

– Barramentos;

– Dispositivo de Proteção contra Surtos (DPS);

– Diferencial Residual (DR).

 

Descubra quais normas devem ser consultadas para a instalação elétrica. Saiba mais:

https://www.mapadaobra.com.br/negocios/materiais-para-instalacao-eletrica-sao-essenciais-em-revendas/

 

 

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domingo, 7 de julho de 2019

Automação residencial: empreendimentos tecnológicos auxiliam no dia a dia de moradores

O termo domótica que é definido como integração de diversos elementos ou mecanismos automáticos em um único espaço surgiu nos anos 80, na França, juntamente com os primeiro edifícios. O conceito foi inicialmente pensado para o objetivo de controlar a climatização, segurança e iluminação ao interligar vários elementos com uma central de controle. Atualmente, a automatização tem sido muito difundida na construção civil, porém em um contexto mais doméstico, onde se pretende automatizar as tarefas de casa e promover mais conforto aos moradores, concentrando todo o controle em um computador ou smartphone com acesso à Internet onde é possível, também, programar tarefas diárias otimizando o tempo gasto com tarefas rotineiras e maçantes como, por exemplo: regar as plantas do jardim duas vezes por dia por meio do controle remoto. “A automação residencial deve funcionar como uma ferramenta para auxiliar em algumas tarefas e proporcionar conforto e comodidade a seus usuários. Por exemplo, com um projeto de automação o cliente pode, antes mesmo de chegar em sua residência, ligar o ar-condicionado, televisão, controlar a iluminação, e executar várias outras tarefas através de dispositivos móveis conectados à internet”, explica o professor Alexandre Harayashiki Moreira, do curso de Engenharia de Controle e Automação do Instituto Mauá de Tecnologia.

Confira abaixo outras aplicações para a domótica na automação residencial:

  • Som ambiente;
  • Segurança;
  • Iluminação;
  • Climatização.

O uso da tecnologia está cada vez presente na vida das pessoas e é cada vez mais comum perceber esses sistemas migrando para residências. A automação residencial ou casa inteligente utiliza equipamentos para concentrar e controlar processos residenciais e, com isso, é possível, por exemplo, fechar as janelas a distância através de um dispositivo no celular caso haja previsão de chuvas e o morador tenha esquecido as janelas abertas, evitando assim, danos ao ambiente. Outro ponto importante a ser destacado é a preocupação constante com a segurança da residência e esses sistemas automatizados como câmeras, que podem ser acompanhadas a distância ou conectadas à uma central de segurança. “Num primeiro momento pode parecer apenas comodidade de controlar diversos equipamentos e sistemas do imóvel através de um celular ou tablet. Porém, ao sair do imóvel e alguma lâmpada ficar acesa, controlar remotamente a iluminação significa não precisar voltar para apagá-la, trazendo economia de energia e principalmente tempo”, explica o professor. Confira alguns benefícios da automação residencial:

 

  • Conforto;
  • Segurança;
  • Controle;
  • Praticidade;
  • Otimização.

Quer saber mais sobre tecnologia na construção civil? Confira:

https://www.mapadaobra.com.br/negocios/app-construtechs/

 

 

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quarta-feira, 3 de julho de 2019

Eflorescência: como resolver esse problema na casa do seu cliente

O excesso de umidade em um imóvel pode causar diversas patologias, tais como: manchas e bolhas na parede, trincas e goteiras, marcas de bolor, infiltração de água e também a eflorescência, que é uma passagem de umidade através de infiltração pelo concreto e argamassa, o que acaba gerando a patologia que é formada por soluções cristalinas de cor branca que aparece na superfície do revestimento, como paredes, tetos e pisos.

Além das patologias, o excesso de umidade, também causa diversos problemas de saúde, principalmente, respiratórios. Para evitar tais complicações e gastos desnecessários com manutenção é fundamental realizar a impermeabilização correta de ambientes expostos à umidade. De acordo com Marco Antônio de Carvalho, engenheiro civil da Dinâmica Engenharia, “isso acontece, principalmente, onde se tem impermeabilização e onde se concentra umidade como piscinas. Quando o nível da água sobe, ela vai passar por aquela espessura de argamassa, então, naquele lugar onde a água vai passar pelos materiais compostos e componentes químicos do cimento, gera tais sinais esbranquiçados que esteticamente não ficam bons e que também vão comprometer a estrutura”, aponta.  Portanto a aplicação de impermeabilizantes é extremamente importante e recomendada para:

 

– Piscinas, fontes e tanques de água;

– Boxes de banho, lavabo e áreas próximas a banheiras;

– Banheiros e lavanderias industriais, comerciais e residenciais;

– Ofurôs e banheiras de hidromassagem;

– Cozinhas e áreas de processamento de alimentos;

– Terraços e sacadas construídos sobre vãos livres;

– Marquises e fachadas;

– Saunas (quando utilizadas em conjunto com uma barreira a vapor).

 

Para evitar o problema com o surgimento de eflorescência é recomendado que se utilize cimentos mais resistentes, como o CPIII e o CPIV – que possuem menor reserva alcalina em função do alto teor de pozolana, o que acaba diminuindo as chances da eflorescência aparecer. “Além disso, depois de feito o acabamento e revestimento de cerâmica, aplicar algum produto impermeabilizante por cima a fim de tratar o rejunte para que ele consiga reter o máximo possível alguma eventual permeabilidade de água por essa argamassa”, orienta Carvalho.

No caso da eflorescência já ter aparecido, deve-se realizar a limpeza com ácido acético em paredes e fachadas e observar o nível de água e se ele é recorrente. A fim de eliminar a causa, deve-se corrigir com um dreno, no caso de piscinas.

 

Veja como diagnosticar e orçar serviços para acabar de vez com os problemas de umidade: https://www.mapadaobra.com.br/negocios/dicas-para-vencer-a-umidade-nas-paredes/

 

 

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terça-feira, 2 de julho de 2019

Indústria e varejo: como o colaborativismo pode melhorar os resultados

O colaborativismo empresarial é inspirado no modelo de produção “crowdsourcing” que usa os conhecimentos coletivos para solucionar problemas por meio da produção de conteúdos ou desenvolvimento de novas tecnologias. O tema foi abordado em um dos eventos mais importantes da construção civil para o varejo de materiais de construção, a Feicon Batimat. Além do colaborativismo, outro assunto que chamou a atenção foi a importância do propósito dentro do negócio –tema abordado pelo consultor de empresas, professor e coordenador técnico da Fundação Dom Cabral, Adriano Costa Sá, que palestrou no Simpósio Sincomavi e destacou que nada é a curto prazo e que não se chega longe se a marca não possuir valores muito bem definidos. “As coisas não são isoladas e os valores pessoais e propósito de vida estão diretamente ligados ao propósito da marca ou organização”, aponta. Outro ponto importante é entender o comportamento do consumidor e se adaptar de acordo com o seu propósito.

Confira abaixo algumas dicas do consultor:

– Colocar o consumidor no centro das operações;

– Fornecer a melhor experiência de compra;

– Criar estímulos de marca;

– Criar produtos de qualidade e valor.

De acordo com Helder Sampaio, sócio fundador e consultor da BRexperts – empresa de consultoria empresarial multidisciplinar baseada no modelo empresarial colaborativista –, “o colaborativismo surgiu a partir da própria origem das civilizações, pela necessidade de proteção e obtenção de alimento”. O indivíduo percebeu que para sobreviver no ambiente hostil dos primórdios das civilizações era necessário se organizar em grupos e compartilhar tarefas e recursos. “Neste sentido, colaborativismo é, portanto, uma forma de organização entre pessoas ou grupos que visam alcançar satisfatoriamente determinados objetivos que, de outra forma, dificilmente seriam alcançados”, destaca.

Para Cláudio Conz, presidente da Anamaco, as relações entre indústria e varejo no setor de material de construção têm se aperfeiçoado ao longo dos anos. “Agora, com a revolução digital, ambos os setores entendem que precisam trabalhar ainda mais com o mesmo propósito: atender com excelência o consumidor” aponta. Há uma importância muito grande na colaboração indústria-varejo, principalmente, no tocante à visibilidade de vendas, estoques e alertas diários sobre a disponibilidade dos produtos nas gôndolas, para evitar rupturas, sanar possíveis problemas de entrega e monitorar estoques. “O objetivo final é sempre a implementação de boas práticas de gestão. Este diálogo tende a ser cada vez mais aberto e mais positivo”, destaca Conz.

Colaborativismo no varejo

No varejo ou em qualquer outro ramo as características são as mesmas. Pressupõe a valorização do conjunto, sendo que a recompensa da parte advém do resultado global. O colaborativismo, para funcionar, necessita de alguns ingredientes importantes:

  •         Interesse comum;
  •         Percepção quanto à relevância do interesse comum;
  •      Desapego e persistência (luta contra o egoísmo natural do ser humano);
  •         Uma recompensa alcançável (realista).

O colaborativismo pode ser exercitado em qualquer ambiente. Especificamente, no dia a dia de um lojista, pode estar presente no comportamento da equipe, na forma como se organizam para satisfazer as necessidades de seu cliente e, consequentemente, na geração de contentamento e ampliação das vendas. “Uma equipe de vendedores, por exemplo, podem se ajudar mutuamente, “colaborando” com o “vendedor da vez”, dando suporte para a venda do outro, independentemente da sua participação na comissão, e vice-versa”, aponta Hélio.

A colaboração efetiva entre a indústria e o varejo do setor acontece no monitoramento diário. “É o que vai garantir, por exemplo, a preservação das margens comerciais de ambas as partes com base nos indicadores de cada item da loja”, aponta Conz. É preciso um detalhamento específico e um diagnóstico real que acaba sendo específico de cada estabelecimento, mas ele é imprescindível para que tanto o fornecedor quanto o lojista saibam com clareza onde atuar, quais problemas podem solucionar e o que fazer para gerar a visibilidade necessária para resolver possíveis problemas do cotidiano de vendas.

Aplicação na indústria de materiais de construção

De acordo com Hélio, o segmento da indústria de materiais de construção nas grandes lojas de distribuição, por exemplo, deve-se focar no engajamento da equipe no que tange os objetivos da loja. Primeiramente, todos devem conhecer o seu “avatar” (cliente); conhecendo o seu “avatar”, suas dores e necessidades, a equipe deve se organizar e discutir as melhores formas de abordagem para prover as “soluções”. A grande mudança não acontece da noite para o dia, mas por meio de campanhas, treinamentos e implementação de estratégias, entre outras iniciativas, é possível construir uma base cultural e comportamental necessária para o efetivo engajamento do time.

Para evitar a falta de mercadorias nas gôndolas, o varejo precisa prestar atenção nos detalhes do estoque e da loja. “É preciso levar em consideração o mix de produtos, o tempo de giro de estoques e etc. A tecnologia, nesse sentido, é um aliado importante. Sistemas que permitem a troca de informações entre indústria e varejo são imprescindíveis para evitar a ruptura”, destaca Claudio Conz. É com base nessa troca de informações que as lojas e os fornecedores perceberão onde podem aumentar os recursos, como melhorar e agilizar o abastecimento, além de diferentes formas de atrair o consumidor e fidelizar o cliente.

 

Quer saber quais as tendências de materiais de construção em 2019? Confira aqui: https://www.mapadaobra.com.br/gestao/tendencias-materiais-2019/

 

 

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segunda-feira, 1 de julho de 2019

Descubra o que aconteceu na construção civil em junho!

  1. Sondagem da Construção Civil: confiança sobe, mas níveis de produtividade seguem baixos

Divulgada no último dia 26 de junho, a Sondagem Indústria da Construção de maio, realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), com apoio da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), indica que a confiança do empresário inverteu a trajetória de queda e aumentou 1,2 ponto de maio pra junho. Confira detalhes da sondagem: https://cbic.org.br/confianca-da- construcao-melhora-mas-niveis-de-producao-continuam-baixos/

 

construção2. Resultados do varejo de materiais de construção apontam crescimento no começo de 2019
Os resultados das vendas do varejo de materiais de construção em 2019 estão sendo positivos – é o que aponta dados revelados pela pesquisa mensal* realizada pela Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco). De acordo com o levantamento, no comparativo com abril, as vendas em maio tiveram um crescimento de 1%. Quando se observa o comparativo do ano, o acumulado já soma 3,5% de aumento. Quando comparado com maio de 2018, o crescimento é ainda mais expressivo, chegando a 10% em maio deste ano. Saiba mais: http://www.revistaanamaco.com.br/

 

construção
3. Tecnologia de estruturas é tema de seminário no SindusCon-SP
No dia 25 de junho, o SindusCon-SP apresentou o 20º Seminário Tecnologia de Estruturas. O evento, que contou com a participação de representantes de grandes indústrias, como Votorantim Cimentos e Gerdau, trouxe temas importantes, como: aplicações do Concreto de Ultra Alto Desempenho; o case do empreendimento Cidade Matarazzo; estruturas pré-fabricadas em edifícios altos; entre outros.

 

construção
4. RICs Secovi-SP Brasil Summit 2019 aborda inovação na construção
No mesmo dia, o Secovi-SP promoveu o RICs Secovi-SP Brasil Summit 2019. O evento trouxe discussões sobre aspectos da 4ª revolução industrial voltados para a indústria da construção civil. Tecnologia, comportamento, sustentabilidade e resiliência, foram alguns dos temas abordados por palestrantes de renome, como: Alexandre Frankel, Ceo da Vitacon; Marcia Ferrari, head de desenvolvimento e negócios RICS na América Latina; Basilio Jafet, presidente do Secovi-SP e reitor da Universidade Secovi. Confira a agenda completa: http://www.secovi.com.br/cursos-e-eventos/rics-secovi-sp-brasil-summit-2019/3040?mc_cid=85f7258e66&mc_eid=4cfb264dca

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