sábado, 27 de julho de 2019

Máquina de assar espetinhos de churrasco

Máquina de assar espetinhos de churrasco Imagine uma máquina de assar espetinhos de churrasco que permita a você uma produção muito maior de espetinhos que os meios tradicionais usados até agora. Essa é a proposta da máquina Churrasqueira de Espetinhos Churras 360, lançada pela Rimaq, uma das maiores fabricantes de máquinas voltadas para pequenas e […]

O post Máquina de assar espetinhos de churrasco apareceu primeiro em Meu Próprio Negócio.


Máquina de assar espetinhos de churrasco Publicado primeiro em https://www.meuproprionegocio.net.br

Negócios com pouco investimento

Ideias de negócios com pouco investimento A busca por ideias de negócios com pouco investimento tem sido a solução que muita gente vem encontrando para fazer sua independência financeira. Muitos, cansados de serem empregados de alguém e querendo montar seu negócio próprio resolvem dar vazão ao seu lado empreendedor. O problema é que nem sempre […]

O post Negócios com pouco investimento apareceu primeiro em Meu Próprio Negócio.


Negócios com pouco investimento Publicado primeiro em https://www.meuproprionegocio.net.br

quarta-feira, 24 de julho de 2019

Piso flutuante: características e vantagens desse revestimento

O piso flutuante, ao contrário dos pisos tradicionais, não é fixado ao substrato.  Eles podem ser laminados ou melamínicos e também existem os de madeira. O piso laminado é composto de fibras compactadas e em sua parte externa há uma camada de melanina.  Um dos principais benefícios do piso flutuante é sua simples instalação e também seu excelente efeito estético ideal para compor diversos ambientes com um toque moderno e clássico.

O piso flutuante melamínico possui um laminado de plástico que imita o aspecto da madeira e, em sua maioria, são feitos de fórmica. Já o substrato de madeira apresenta uma camada externa de madeira natural e já vêm adequadamente polidos. De acordo com a professora Elizabeth Montefusco, do curso de Engenharia Civil do Instituto Mauá de Tecnologia, o piso flutuante pode ter diversos formatos como tiras, assoalhos, cujas laterais ao longo do comprimento possibilitam encaixes umas nas outras, tipo macho e fêmea, e são dispostos sobre uma manta que funciona como isolante acústico, dispensando assim, o uso de uma cola, argamassa ou outro método de fixação sobre o contrapiso. “Também se pode colocar uma manta plástica para evitar a umidade que vêm do solo, quando a laje está em contato com o mesmo”, orienta Elizabeth. Este tipo de revestimento pode ser colocado sobre um piso existente, com atenção de ajustes nas folhas das portas em função de sua espessura.

 

Dicas de aplicação do piso flutuante

Sobre o contrapiso é colocada uma manta de polietileno e uma lona plástica impermeabilizante. A manta é colocada no sentido oposto ao do piso, deixando uma sobra nos rodapés e cantos de paredes. Pode-se instalar uma manta de EVA para melhorar o desempenho térmico e acústico.

As peças que compõem o piso flutuante são dispostas de acordo com as dimensões do ambiente, devidamente nivelados e, normalmente, paralelos à maior dimensão do ambiente. “Deve-se prever juntas de dilatação no encontro com as paredes ou outros revestimentos”, orienta a docente. Para a conexão das peças que compõe o piso, pode-se utilizar um martelo de borracha.

A aplicação do revestimento no ambiente e a adequada instalação devem ser feitas por profissional habilitado para tal com o uso de ferramentas e equipamentos adequados, evitando desperdícios e garantindo um revestimento de qualidade.

 

Vantagens e desvantagens

Como vantagens, pode-se dizer que tem o fato de se parecer com piso de madeira, porém, apresentar menor custo. Outro ponto a ser destacado é que ele não deve ser utilizado em áreas molháveis. “Além da fácil instalação, é agradável ao tato, pois não é um piso frio”, aponta Montefusco. “A manta proporciona bom isolamento acústico para o andar debaixo, no caso de apartamentos”, destaca. Porém, reflete sons para dentro do ambiente, como a queda de objetos ou caminhar com calçados de salto, sendo esta uma desvantagem.

 

Contribuiu para esta matéria a professora Elizabeth Montefusco, do curso de Engenharia Civil do Instituto Mauá de Tecnologia.

 

Quer saber mais sobre revestimentos? Confira aqui: https://www.mapadaobra.com.br/capacitacao/revestimento-fachada/

 

 

 

O post Piso flutuante: características e vantagens desse revestimento apareceu primeiro em Mapa da Obra.


Piso flutuante: características e vantagens desse revestimento Publicado primeiro em http://www.mapadaobra.com.br

terça-feira, 23 de julho de 2019

Como tratar infiltrações em laje ou parede

O excesso de umidade pode provocar diversas patologias em edificações, tais como: infiltração, bolor, manchas, bolhas na parede e eflorescência. Para evitar esses e outros problemas, o primeiro passo é contar com o apoio de um profissional qualificado para realizar a avaliação das necessidades de cada ambiente. Além disso, é muito importante utilizar produtos com qualidade certificada e que sigam as normas técnicas brasileiras, além de realizar a impermeabilização, que é um fator fundamental para garantir a durabilidade das estruturas em questão e evitar possíveis infiltrações, principalmente em laje ou parede.

O papel da impermeabilização da edificação é muito importante para manter a integridade e proteger as estruturas contra a umidade e ação nociva da água que acabam acelerando o processo de deterioração e comprometendo as condições de  higiene e utilidade das construções.

Segundo Marco Antônio de Carvalho, engenheiro civil da Dinâmica Engenharia quando surge uma infiltração em laje ou em parede é porque houve alguma falha na impermeabilização e o processo necessário é realizar a sua correção. “Para isso, primeiramente é preciso detectar o ponto onde está ocorrendo a infiltração e até mesmo se já foi realizada alguma impermeabilização prévia porque, muitas vezes, pode ser que nunca foi impermeabilizado”, aponta Carvalho. Então, logo que for identificado, é preciso recompor o revestimento, o piso ou o acabamento daquela região. Para evitar que ocorram problemas mais graves na laje, tais como corrosão de armaduras e infiltrações, é preciso garantir que a impermeabilização de laje seja feita de maneira correta desde o início do projeto.

Hoje, existem algumas opções como a membrana de poliuretano (indicada para locais com mais tráfego) e manta líquida (muito utilizado para coberturas, marquises e locais de pouco tráfego) que, geralmente, é produzida à base de resina acrílica e possui alto teor de sólidos, produzindo após a secagem uma membrana impermeável e elástica que protege a laje contra a umidade. A manta asfáltica é mais indicada quando existe a possibilidade de elevar a cota de nível de piso porque ela é uma espécie de borracha (piso flutuante), então, depois é preciso realizar um contrapiso por cima dessa manta, fora a proteção mecânica, o que eleva o nível naquela região.  “Caso não se tenha condições, você tem que aplicar um produto que já seja direto sobre o piso”, destaca.

 

Cuidados na aplicação

A Norma NBR 9575 estabelece as exigências e recomendações relativas à seleção e projeto de impermeabilização, para que sejam atendidos os requisitos mínimos de proteção da construção contra a passagem de fluidos, bem como os requisitos de salubridade, segurança e conforto do usuário, de forma a garantir a estanqueidade dos elementos construtivos. Sempre que houver contato com a água em qualquer tipo de edificação é necessário que ela receba a impermeabilização, pois o contato da água com a estrutura, seja em forma de gotas apenas (pequenos chuviscos), lâmina de água ou até mesmo altura de coluna de água, como o caso de reservatórios e piscinas, acaba comprometendo a sua qualidade.

Já a NBR 15.575 – de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Impermeabilização (IBI) – estabelece requisitos mínimos a serem atendidos pelas edificações habitacionais, incluindo métodos de avaliação de desempenho. Na parte 1 “Requisitos Gerais”, por exemplo, é estabelecido pela norma que a edificação deve possuir estanqueidade às fontes de umidades externas, provenientes da água de chuva, da umidade do solo e do lençol freático. Além disso, a norma também estabelece os critérios de aceitação de sistemas de cobertura impermeabilizados, que precisam passar por testes de lâmina d’ água durante o tempo mínimo de 72 horas.

Normas técnicas:

ABNT NBR 9574 – Execução de impermeabilização;

ABNT NBR 9575 – Impermeabilização – Seleção e Projeto;

ABNT NBR 15575 – Norma de Desempenho de Edificações;

Outro problema que costuma acometer obras é a umidade. Conheça todos os tipos e aprenda como evitá-los:

https://www.mapadaobra.com.br/capacitacao/conheca-os-tipos-de-umidade-e-saiba-evita-los/

 

 

 

O post Como tratar infiltrações em laje ou parede apareceu primeiro em Mapa da Obra.


Como tratar infiltrações em laje ou parede Publicado primeiro em http://www.mapadaobra.com.br

domingo, 21 de julho de 2019

“Uma retomada do crescimento sustentável passa pelo aumento da produtividade”, aponta Ana Maria Castelo

Aumentar a produtividade é um dos maiores desafios da construção brasileira. Por conta dos últimos anos, que foram de recessão econômica e de resultados negativos para o setor, a baixa produtividade deixou de ter destaque nas prioridades das construtoras. Porém, o período de grande crescimento, entre 2011 e 2012, conscientizou esse público da necessidade de se buscar alternativas para aumentar a produtividade e o tema hoje faz parte da agenda setorial da construção.

O Mapa da Obra conversou com a coordenadora de projetos da construção do Instituto Brasileiro de Economia (FGV IBRE), Ana Maria Castelo, que é responsável por diversos estudos relacionados à produtividade do setor para entender como o tema está sendo tratado agora e quais as barreiras que as construtoras devem enfrentar para crescer.

 

Confira a entrevista sobre produtividade:

 

Mapa da Obra – Quando a produtividade da mão de obra da construção civil se tornou importante para o setor?

Ana Maria Castelo – Essa questão da produtividade entrou no radar das empresas do setor em torno de 2011 a 2012 quando o setor vivia o pico do seu crescimento. As empresas sentiram as dificuldades relacionadas a esse crescimento porque faltou mão de obra qualificada e os custos aumentaram muito. Isso realmente acendeu uma luz amarela no setor e muitas companhias começaram a pensar em produtividade. Em um dos estudos que produzimos, comparamos a produtividade na construção sob várias perspectivas, sendo uma delas, a comparação com outros países. Confirmamos o que imaginávamos: a defasagem que existe na produtividade com relação aos outros países. Com isso, identificamos um duplo gap: uma produtividade mais baixa do setor comparado às outras atividades no Brasil e uma produtividade também mais baixa do setor quando comparado com a construção em outros países.

 

MDO – E quais são as barreiras para o aumento dessa produtividade?

Ana Maria Castelo – Uma questão que é muito levantada é a própria qualificação da mão de obra, mas isso em si não responde por todos os problemas que temos. Existem muitos países, como a China e a Índia, em que a produtividade do trabalhador cresceu muito e se tem problemas de qualificação da mão de obra também. Há outras duas questões importantes que estão relacionadas à gestão e aos métodos dos processos construtivos utilizados.

 

MDO – E quando se trata dessa modernização dos métodos construtivos, quais as barreiras que existem?

Ana Maria Castelo – Fizemos um estudo que identificou justamente essas dificuldades da modernização no setor da construção. Uma dessas barreiras diz respeito ao desestímulo à modernização que a tributação representa. Industrializar o processo produtivo na construção tem um custo significativo. Em um dos estudos que fizemos, por exemplo, comparamos uma construção feita em alvenaria utilizando métodos tradicionais e outra com concreto pré-fabricado.  Nós constatamos que a diferença significativa se dá, apesar da produtividade muito mais alta da construção em concreto pré-fabricado, por conta do ICMS cobrado da produção fabril. Esse custo encarecia a construção e isso representava um empecilho.

 

MDO – E como está essa discussão agora em 2019?

Ana Maria Castelo – De 2013 pra cá o cenário mudou drasticamente na construção. Depois de um crescimento entre 2007 e 2013, ingressamos em um ciclo de retração – foram cinco anos de queda, considerando até 2018 – com queda de 28% do PIB e mais de 1 milhão de pessoas demitidas (empregados com carteira de trabalho assinada). Isso acabou gerando uma melhora da produtividade, mas uma melhora perversa, porque estamos falando que a produtividade cresceu porque pessoas foram demitidas. Então, fica difícil analisarmos o que aconteceu com a produtividade. Agora, de fato, a gente sabe que muitas empresas passaram a valorizar mais essa discussão. As próprias entidades setoriais passaram a introduzir essa discussão nos itens fundamentais da agenda de crescimento setorial. Então, se pensarmos em uma retomada do crescimento sustentável, ela passa pela questão da produtividade.

 

MDO – Nos últimos anos também vimos o aumento do número de startups voltadas para desenvolvimento de soluções para a construção civil, as chamadas construtechs. Elas podem colaborar para o aumento da produtividade?

Ana Maria Castelo – Indiscutivelmente, a inserção das construtechs no setor contribui para a produtividade. O problema não é o acesso à oferta da tecnologia, essas construtechs já surgiram justamente em função do ambiente mais propício para essa discussão. Sabe-se que para correr atrás desse gap que falamos no início, o setor tem que melhorar a sua produtividade com soluções inovadoras, seja de material, seja de processo produtivo e da questão da gestão. Há diversas soluções que estão sendo discutidas e que de certa forma estão disponíveis, mas os problemas para essa implantação envolvem desde a questão de financiamento até a questão do desestímulo do processo de tributação. Hoje o desestímulo maior está dado pela própria conjuntura setorial e macroeconômica. É difícil a gente imaginar uma melhora de produtividade com essas incertezas.

 

Quer saber mais sobre produtividade em canteiro de obras? Confira:

https://www.mapadaobra.com.br/gestao/produtividade-no-canteiro/

 

 

O post “Uma retomada do crescimento sustentável passa pelo aumento da produtividade”, aponta Ana Maria Castelo apareceu primeiro em Mapa da Obra.


“Uma retomada do crescimento sustentável passa pelo aumento da produtividade”, aponta Ana Maria Castelo Publicado primeiro em http://www.mapadaobra.com.br

quarta-feira, 17 de julho de 2019

Dicas para controlar seu estoque de segurança

Manter o controle de estoque em muitos negócios é de suma importância. Na indústria, por exemplo, ele é responsável por manter o estoque de matérias-primas sob controle a fim de garantir que a produção esteja em dia. No varejo, geralmente, o lojista quer manter o mínimo possível de produtos em estoque, pois isso significa capital parado, o que significa custos para a loja.  Entre os principais desafios do lojista de materiais de construção, atualmente, é manter o estoque saudável, evitando assim a perda de lucro sobre as vendas desses materiais.  Para José Carlos Araújo, diretor da Escola do Varejo da Anamaco, alguns fatores são importantes para garantir que realmente tenham os produtos nas lojas:

Sistema de gestão 

Ter um bom sistema de gestão de loja que controle todas as movimentações dos produtos desde a chegada, armazenagem e saída da expedição para entrega aos clientes;

Gestão de controle

Aplicar a gestão de controle por família e categorias de produtos, garantindo o estoque mínimo nas gondolas e estoque interno da loja, evitando uma das perdas mais sentidas nos resultados de vendas que é a “ruptura de gondola”;

Produtos de alto giro

Para produtos de alto giro, ajustar o sistema de loja para reposição imediata (EDI) com os principais fornecedores.

 

O estoque de segurança é importante para garantir a oferta de produtos em situações imprevistas onde não há formas de prever e nem controlar como, por exemplo, atrasos na entrega, demandas que não estavam no cronograma, problemas no fornecedor, entre outras situações. O primeiro passo para realizar o estoque de segurança da loja é coletar informações precisas sobre o histórico de vendas e também sobre o comportamento do consumidor, para assim, poder criar uma previsão de como ele irá se comportar a cada período do ano e criar também um equilíbrio e manter o estoque saudável.

De acordo com Luiz Henrique Riveiros, gerente de logística da Center Mega – rede de lojas associada ao Sincomavi, que possui 10 lojas + centro de distribuição localizado em São Paulo, a margem de segurança funciona para todos os produtos, mas existem alguns produtos que não chegam a ter ruptura como, por exemplo, cimento, argamassa e telha, que são produtos que possuem grande volume, mas também tem muito giro, então, o volume de entrada e saída é muito alto e rotativo sendo raro ocorrer uma ruptura.

“O estoque de segurança precisa ter o mínimo para atender o seu cliente e dentro desse detalhe rotativo que a gente tem como colocar uma informação dentro do sistema para o mínimo de tantas unidades – para poder acompanhar. O controle é realizado por meio de avaliação dentro de cada loja e cada unidade é responsável pelo seu estoque sendo que ao menos uma vez por ano é realizado um inventário geral“, destaca o gerente de logística.

 

Uso de ferramentas e softwares

Manter o estoque saudável e implementar o estoque de segurança em uma loja pequena “funciona sem problemas em uma loja pequena, para isso é necessário apenas demanda (necessidade) e pessoas boas que entendam o que estão fazendo para evitar rupturas”, orienta Riveiros. A implantação de ferramentas que tornem o controle de estoque mais ágil também faz toda a diferença no controle de estoque de uma loja: “O software hoje dá muita possibilidade de crescimento, então, o ganho de resposta na solução é muito mais rápido”, aponta o gerente da Center Mega. Além disso, ele conta que no ano passado foi realizada uma alteração no software para que a loja e seus funcionários pudessem trabalhar de maneira mais inteligente, o que acabou tomando muito tempo.

 

Profissionais capacitados garantem a eficiência

Para tanto, alguns conhecimentos sobre o assunto e profissionais qualificados é fundamental. Saber realizar o gerenciamento de estoque de maneira eficiente, incluindo o estoque de segurança que garante a entrega e o cumprimento de prazos pré-estabelecidos, o que aumenta a confiança do consumidor, além de aumentar o faturamento da loja. A capacitação também é algo fundamental para a garantia da acuracidade de estoque na loja de materiais. “A parte de segurança de estoque envolve pessoas, então, se você não tem uma pessoa boa para fazer aquilo, além de reuniões periódicas com diálogo e boa remuneração, podem surgir problemas”, afirma Riveiros. De acordo com o gerente, isso é alcançado por meio da meritocracia e é possível fazer com que o funcionário entenda que é importante tratar bem o negócio e ter espírito de dono faz toda a diferença.

 

O post Dicas para controlar seu estoque de segurança apareceu primeiro em Mapa da Obra.


Dicas para controlar seu estoque de segurança Publicado primeiro em http://www.mapadaobra.com.br

terça-feira, 16 de julho de 2019

Habitação de interesse social: quais as características deste tipo de empreendimento

Promovida com o objetivo de ajudar a reduzir o déficit habitacional do país, a habitação de interesse social é elemento fundamental para o desenvolvimento da construção civil. “A habitação tem a função primordial do abrigo, o lar, o lugar onde o fogo da “lar-eira”, que aquece e prepara o alimento, organiza a vida e a convivência familiar. Com o passar do tempo, o homem foi elaborando e atualizando a forma de organizar e construir a casa, a diferenciação do formato, dimensões, acabamentos e localização”, explica o professor de arquitetura e urbanismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie, Celso Aparecido Sampaio.

Ainda, de acordo com o docente, o que caracteriza uma habitação de interesse social também é a sua forma de custeio. “Ela procura obedecer um custo comprometido com programas de financiamento e políticas de subsídio público, isto leva a algumas soluções espaciais e construtivas parametrizadas pelo baixo custo e a localização em áreas menos valorizadas para garantir o equilíbrio financeiro que vai viabilizar empreendimentos de custo acessível a população de menor renda”, explica Sampaio.

 

Características da habitação de interesse social

Geralmente, essas unidades habitacionais são casas de menores dimensões e com localização menos valorizada. Elas abrigam famílias mais pobres porque se viabilizam no limite das linhas de financiamento para construção de moradia.

“No geral, essas unidades têm dois dormitórios, sala de estar e sala de jantar compartilhadas, cozinha, lavanderia e banheiro. A retomada de empreendimentos com unidades de tamanho variado vem favorecendo o atendimento a famílias com diferentes tipos de configuração”, ressalta o professor da Mackenzie.

O público que adquire uma casa pelo Programa Minha Casa Minha Vida (PMCMV), por exemplo, tem a possibilidade de subsídios maiores conforme o perfil sócio econômico da demanda a ser atendida. Segundo Sampaio, o PMCMV mantém regras bastante restritas para a qualidade construtiva e espacial em casos da modalidade que atende famílias de mais baixa renda, garantindo que a equação menor preço para população mais pobre não signifique necessariamente menor qualidade da casa.

 

Qualidade das habitações

A chegada da NBR 15575 – Edificações Habitacionais – Desempenho, proporcionou a melhora na qualidade das edificações. Atender os requisitos desta norma passa a ser um indicativo obrigatório para se avaliar a qualidade dos produtos empregados em habitações financiadas com recursos públicos.

Recentemente, a construtora Tarjab lançou o primeiro empreendimento com Minha Casa Minha Vida com certificação sustentável, o AQUA Social, e que já atende os requisitos da Norma de Desempenho, comprovando que é possível garantir qualidade em obras de menores custos. O residencial Amadis está localizado no bairro Ipiranga, na cidade de São Paulo.

 

Programas existentes para a criação de habitação de interesse social no Brasil de acordo com o professor Sampaio:

 

PMCMV: criado em 2009 com a intenção de atender o déficit habitacional que girava em torno de 8 milhões de moradias, segundo dados de 2008 do Ministério das Cidades, o programa proporcionava condições de acesso à moradia e casa própria, em áreas urbanas e rurais. Para viabilização dos empreendimentos habitacionais, o governo federal fornecia financiamento com condições especiais em parceria do Estado, Municípios e Entidades sem fins lucrativos, organizadas para fins de moradia.

Locação Social: é uma alternativa a ser avaliada pelo Estado, onde o município poderia ceder recursos a título de aluguel social com atendimento de uma moradia digna sem necessariamente transferir a propriedade, garantindo assim a manutenção de um parque público de locação e, ao mesmo tempo, atender a demanda por moradia com qualidade e dignidade.

Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU): em São Paulo, a companhia habitacional do Estado mantém convênios e parceria com municípios que constroem em área municipal com recurso Estadual e gestão de obras municipal.

Ainda há Parcerias Público Privadas (PPP) para a construção de moradias com a finalidade de atender demandas com poder aquisitivo variado.

 

Conheça o primeiro residencial Minha Casa Minha Vida com certificação AQUA Social no programa Papo Construtivo: https://www.mapadaobra.com.br/papoconstrutivo/primeiro-residencial-minha-casa-minha-vida-com-certificacao-aqua-social/

 

 

 

O post Habitação de interesse social: quais as características deste tipo de empreendimento apareceu primeiro em Mapa da Obra.


Habitação de interesse social: quais as características deste tipo de empreendimento Publicado primeiro em http://www.mapadaobra.com.br